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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

História da Resistência Anti-Khmer Rouge

Ao contrário do que muitos acham (e o que está escrito na Wikipedia), os Comunistas, durante a época de Pol Pot, não se fingiram de cegos perante o genocídio; muito pelo contrário: Eles combateram Pol Pot.
Primeiramente, vamos falar da história do Khmer Rouge e o Camboja na sua época:
Antes e Durante a Guerra do Vietnam, os EUA realizaram vários ataques aéreos de bombardeio no território Cambojano, com o intuito de matar Viet Congs refugiados nos campos deste país. Tais ações causaram na população Cambojana um terrível "medo do campo" o que causou uma deslocamento colossal das massas para à Cidade. Esse deslocamento causou o abandono da principal fonte de sustentação do Camboja: A agropecuária. Com a agropecuária quase totalmente estagnada, o Camboja sofreu uma crise de fome e estagnação econômica escandalosa. Dai surge o Khmer Rouge...
Inicialmente, o Khmer Rouge recebeu muito apoio popular porquê propunha uma solução prática para à questão da fome histérica que assolava o país: O "Retorno ao Campo". Proposta essa que lembrava o povo do Camboja (na época chamada de Kampuchea) como uma civilização próspera e feliz quando o povo era focado no campo, gerando alimento, amizade, fraternidade e companheirismo entre o povo...essa proposta (de característica muito interessante, devemos admitir) foi logo vista como uma solução à fome. Porém, na prática, Pol Pot e seus comparsas, literalmente, FORÇARAM a população para os Campos, MATANDO qualquer um que mostrasse interesse para com o ambiente urbano. Isso, claramente, não é uma posição Comunista.
Com esse ultraje de Pol Pot, grande parte dos membros (intelectuais, administrativos e de guerrilha) do Khmer Rouge se dissidiram do Khmer Rouge original para fundar um VERDADEIRO Partido Comunista e uma Resistência Anti-Pol Pot: O Front Unido Kampucheano para Salvação Nacional (Iremos chama-lo de FUKSN daqui em diante). Essa coalizão era formada primeiramente de COMUNISTAS MAOISTAS (Nota: Isso não aparece na Wikipédia) e foi armada, apoiada e ajudada (logística e monetariamente) pelo Vietnam (nessa época já totalmente Unificado sob a Ideologia Comunista de Ho Chi Minh) e pela URSS da época (Nota 2: Isso também foi omitido da Wikipédia).
O FUKSN conseguiu, com a ajuda de militares Vietnamitas, instalar em boa parte do território do Camboja, um pequeno "país temporário" para Coalizão contra o resto do país (dominado por Pol Pot). Esses territórios ficaram conhecidos como: Republica Popular do Kampuchea.
A guerra, com ajuda dos Vietnamitas, perdurou até o momento em que Pol Pot, em 1998, morreu na selva, acabando com toda a resistência do Khmer Rouge.
Isso nos mostra a ajuda de Comunistas (Maoistas na sua grande maioria) contra o regime sanguinário de Pol Pot, QUEBRANDO TOTALMENTE a concepção botada na mídia de que os Comunistas Maoistas apoiavam Pol Pot.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Tibete: Uma Questão de Mutação.

Quando o assunto em questão é o Tibete, não podemos generalizar o Partido Comunista Chinês, botando o de antes igual ao atual (vejam o Post: "Tropas Revisionistas: Deng Xiaoping e a China Pós-Mao). O regime que foi posto sobre o Tibete antigo e o atual em nada tem semelhanças.
Durante a era Maoista, a Recaptura do Tibete foi aceita pacificamente pela maioria dos tibetanos, pois, depois de instaurado firmemente o Comunismo na região, o povo sentiu diferenças tremendas na sua qualidade de vida e na questão Política; foi algo tão bom que, depois da intervenção de Mao Tse Tung, o próprio Dalai Lama se proclamou um Marxista Maoista, elogiando em diversas vezes o Comunismo.
Durante o governo de Mao Tse Tung, o Tibete saiu de uma situação miserável, patriarcal, machista, atrasada filosoficamente e politicamente para se tornar uma nova província agora com: Emancipação entre os sexos, industrialização, extermínio dos disparates sociais e Anti-Teocracia (antes de Mao Tse Tung, o povo Tibetano era extremamente pobre e não tinha direitos Políticos e Sociais, enquanto o Clericato Buddhista Vajrayana detinha 90% da riqueza nacional e controlava as decisões políticas).
Isso nos prova que durante o governo de Mao Tse Tung, o Tibete evoluiu.


PORÉM


Não comparemos o governo de Mao Tse Tung com o governo Revisionista de Deng Xiaoping e seus sucessores!
Depois da queda de Mao Tse Tung e a ascensão de Deng Xiaoping e o Revisionismo, a opressão se instaurou sobre o Tibete. Segundo a ONU, o maior número de mortos tibetanos, presos políticos e protestos populares no Tibete se deu DEPOIS da morte de Mao Tse Tung e a queda da "Gangue dos Quatro"(Sucessores de Mao Tse Tung, liderados por sua esposa), com o advento de Deng Xiaoping.
Deng Xiaoping e os Revisionistas começaram a mostrar um tremendo desgosto pelo povo Tibetano, os tratando como verdadeiras "pestes". Oprimiu-se as vontades do Povo Tibetano (que antes eram ouvidas ATENTAMENTE E DE CORAÇÃO ABERTO pelos Maoistas) e instaurou-se uma colonização e repressão no Tibete inigualáveis.
Depois de Deng Xiaoping foi que o Dalai Lama começou seu ativismo Pró-Tibete.
Por esses motivos, nós podemos dizer: Antes, na era de Mao Tse Tung, era sensato apoiar o Tibete como parte da China; agora, com a era Revisionista de Deng Xiaoping, é sensato apoiar um Tibete Livre e Comunista.
Liberdade e Comunismo para o Tibete!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Verdade sobre a Revolução Cultural: Desvendando as mentiras da Mídia e dos Revisionistas

É moda na mídia criticar a Revolução Cultural como uma medida ditatorial e autocrata, porém, se nós analisarmos a Revolução Cultural, o mínimo que seja, veremos que a mídia só quer mentir e mentir.
Analisemos os seguintes fatos:
1°-Durante a Revolução Cultural os agentes desta eram o próprio povo, as grandes massas da China Comunista. A Revolução Cultural não foi feita pelo Exército de Libertação Popular (vulgarmente chamado de "Exército Chinês"), mas sim pelo próprio povo que se organizou para combater e destruir visões retrógradas (como Machismo, Patriarquismo, Feudalismo, etc.) propagadas por poemas, esculturas, palácios, etc. Logo, não houve nada de Autocracia, foi DEMOCRACIA.
2°-A Revolução Cultural, liderada pelo Povo, derrubou altos níveis de burocracia e revisionismo que sufocavam o povo de tomar decisões políticas. Um caso marcante, foi em Shangai, no que foi chamado de "Tempestade de Janeiro", em 1967, que derrubou um Comitê do Partido (acusado de Revisionismo e Burocracia extrema) e fundou um Comitê Revolucionário feito por proletários, revolucionários e soldados, assim acabando com a Burocracia que assombrava o povo de Shangai e suas vontades.
3°-As mulheres conseguiram direitos que nunca seriam pensados na China Antiga, conseguiram direito de trabalhar em todos setores do trabalho (inclusive em setores políticos), quebraram o preconceito e machismo extremo (derivados da filosofia Confuciana Patriarcal), deixando completamente, em poucos anos, de uma sociedade Patriarcal ao Extremo à uma sociedade Feminista ao Extremo.
4°-A Revolução Cultural incentivou a criação de inúmeras peças de teatro, balés, poemas, músicas e artes em geral, ao contrário do que dizem os Revisionistas.
5°-O povo deixou de lado ideias egoístas e o slogan "Servir ao Povo" deixou de ser apenas um slogan. Inúmeras estudantes desistiram de carreiras individualistas e promissoras para servir a classe proletária com seus conhecimentos. O Foco deixou de ser o urbano e passou a ser o geral, todos trabalhavam pela educação e bem estar de todos...educando, medicando, ajudando, trabalhando e respeitando. Não havia mais interesses pessoais, apenas interesses coletivos. Um grande exemplo disso eram os grandes médicos que saiam de seus consultórios nas cidades para fundarem consultórios no campo, mantendo o seguinte lema: "Lama nos pés, calos nas mãos, remédios na mochila e o Povo na mente".
6°-A educação geral do povo aumentou (pois os professores não estavam preocupados com salários e sim com a situação geral do Povo) e se modernizou, passando de uma educação de aprendizagem mecânica para um sistema educacional que incentivava o pensamento crítico dos alunos, fazendo-os mais do que profissionais, fazendo-os pensadores críticos.
7°-A Revolução Cultural incentivou um internacionalismo e senso político internacional profundo dentro do próprio seio da população. Por exemplo: os Chineses mostraram apoio financeiro e logístico aos Vietnamitas perante a invasão dos EUA, ajudaram a treinar guerrilheiros Anti-Apartheid na África do Sul, mostraram solidariedade em massa ao movimento de Libertação Negra dos EUA perante o assassinato de Martin Luther King Jr. e também houve a denúncia contra a União Soviética por esta ter invadido a Checoslováquia (formando um forte sentimento Anti-Revisionista que inspirou movimentos e Partidos com esta ideologia nas Filipinas, na Índia, na Turquia e até mesmo nos EUA).
8°-O Livro Vermelho de Mao Tsé-Tung serviu como porta de entrada de milhões de pessoas para a Ciência Política, politizando várias massas.

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